Spelade

  • Boa terça, angulers! Um #335 recheado de assunto! Abrimos comentando a votação histórica na câmara que aprovou o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho. O texto segue para votação no Senado, ainda sem previsão.

    No segundo bloco, a visita de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, enquanto o ex-banqueiro ainda cumpria medidas cautelares após sua primeira prisão. Ainda no tema, Cláudio Castro foi alvo de operação que mira aportes em fundos do Banco Master. Além disso, o encontro de Flávio com Trump e a classificação do CV e do PC como organizações terroristas estrangeiras.

    Por fim, uma passada no primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia e as dicas culturais da semana que incluem a turnê do Martinho da Vila e Martnalia, entre outras. Sirva-se!

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    Edição e mixagem: Tico Pro @ticopro_

    Redes sociais: Claudio Thorne @claudiothorne

    Cortes em vídeo: Nathália Dias Souza @natdiassouza

  • Os chamados “métodos naturais de contracepção” estão sendo instrumentalizados para potencializar um discurso que ataca os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres. E isso manipulando dados científicos.

    A jornalista Jéssica de Almeida mostra como uma lei local — a criação do Dia Municipal dos Métodos Naturais, em Belo Horizonte (MG) — é parte de uma estratégia maior, que vem ganhando espaço no Brasil. Este episódio é o primeiro da nossa chamada de pautas sobre as eleições de 2026.

    O Ciência Suja tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil.

    Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o site: cienciasuja.com.br

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    Nota da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte:

    A Secretaria Municipal de Saúde informa que cabe à mulher a escolha do método contraceptivo. Nesse contexto, os profissionais de saúde devem atuar como facilitadores do processo, oferecendo informações claras, imparciais e atualizadas sobre os diferentes métodos disponíveis, incluindo eficácia, possíveis efeitos colaterais, contraindicações e modo de uso.

    A Secretaria Municipal de Saúde esclarece ainda possui um protocolo de planejamento sexual e reprodutivo, que pode ser consultado no link: https://prefeitura.pbh.gov.br/sites/default/files/estrutura-de-governo/saude/2025/28-02-2025_smsa_planejamento-seuxual.pdf

  • Paris Marx is joined by Ben Tarnoff and Quinn Slobodian to discuss their new book Muskism which explores how Elon Musk exemplifies a new economic system shaping our lives, similar to Fordism in the twentieth century.

    Ben Tarnoff & Quinn Slobodian are the authors of Muskism. Ben is a writer and technologist based in Massachusetts and the author of Internet for the People. Quinn is professor of international history at Boston University, and the author of books like Crack-Up Capitalism.

    Tech Won’t Save Us offers a critical perspective on tech, its worldview, and wider society with the goal of inspiring people to demand better tech and a better world. Support the show on Patreon.

    The podcast is made in partnership with The Nation. Production is by Kyla Hewson.

    Also mentioned in this episode:

    For listeners who are feeling extra academic, here is the Milton Friedman economics paper, “The Methodology of Positive Economics.” Quinn discusses his struggle to find any reporting on Jared Leto and the Optimus robot media stunt (that goes deeper than commenting on the virality).

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  • Desde a ascensão do bolsonarismo, em 2018, as eleições presidenciais passaram a ser marcadas por instabilidade, desinformação e dificuldade de prever candidaturas e possíveis resultados. A cinco meses das disputas de 2026, o atual cenário político já é complexo e instável. Lula disputa sua possível última eleição em um contexto atravessado por guerras no mundo, crises econômicas e pela crescente desinformação nas redes sociais, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial. Ao mesmo tempo, o bolsonarismo tenta reorganizar sua sucessão política em meio às incertezas sobre a possível candidatura de Flávio Bolsonaro, atualmente envolvido em escândalos e em disputas de narrativa em torno da própria realidade dos fatos.

    O Pauta Pública desta semana mergulha neste cenário com um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro, Ricardo Kotscho. Na entrevista com a Andrea Dip, ele alerta que o debate público brasileiro vive uma crise que vai muito além dos nomes colocados na disputa presidencial. Kotscho analisa como a desinformação, a fragilidade das instituições e o esvaziamento da participação política ajudam a moldar o cenário atual do país, e destaca a importância do jornalismo no comprometimento com o futuro do país.

    Ouça agora!

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  • “Quem tem medo de gênero?”Judith Butler busca responder a essa pergunta em seu mais recente livro, publicado pela editora Boitempo. A escritora e filósofa analisa como o conceito de gênero foi distorcido pela ideia fantasiosa de “ideologia de gênero”, sendo retratado como uma ameaça à família por movimentos ultraconservadores religiosos e de extrema direita, com objetivo de criar pânico moral e alavancar agendas antidemocráticas.

    Em entrevista ao Pauta Pública, Butler reflete sobre como o conservadorismo desloca as verdadeiras ameaças produzidas pelo capitalismo e pelas crises contemporâneas para pautas ligadas à igualdade, aos direitos e à diversidade. Na conversa com Andrea Dip, a filósofa também aponta caminhos para imaginar um mundo mais habitável e igualitário, baseado em solidariedade, alianças coletivas e novas formas de convivência.


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  • Como uma fiscal do trabalho entediada se tornou uma das principais responsáveis pela proibição do amianto no Brasil? Como uma lei do estado de Goiás permite que a Sama (uma empresa do grupo Eternit) continue minerando este produto cancerígeno anos depois do banimento nacional?

    Saiba mais sobre os microfones Shure Movemic Two.

    Entrevistados do episódio

    Fernanda Giannasi

    Engenheira civil, fiscal do trabalho aposentada, pioneira do movimento que baniu o amianto no Brasil.

    Ubiratan de Paula Santos

    Médico assistente da Divisão de Pneumologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

    Erica Barbosa Coutinho Freire Souza

    Advogada, sócia do escritório Mauro Menezes &Advogados.

    Ficha técnica

    Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.

    Trilha sonora tema: Paulo Gama.

    Mixagem de som: Vitor Coroa.

    Edição de áudio: Matheus Marcolino.

    Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

  • A beleza dos quintais, a religiosidade dos terreiros e a diversidade dos territórios quilombolas. O inhame, o quiabo, o fubá e as frutas. E nenhum ultraprocessado. Em contraposição à poesia das culinárias de origem africana, a violência contra as pessoas escravizadas, a negação ao direito à terra e a formulação da imagem racista de uma alimentação que não é saudável. Três pesquisadoras da CulinAfro se encontram no estúdio para trazer afroperspectivas ao Guia Alimentar para a População Brasileira. Este episódio é fruto do edital de microbolsas criado por O Joio e O Trigo em decorrência dos dez anos do Guia, com o apoio do Instituto Ibirapitanga.

    A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga, Instituto Clima e Sociedade e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos.

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  • Na Zona Oeste do Rio de Janeiro, moradores de um quilombo decidem ocupar o espaço público e criar uma feira agroecológica. Não muito longe dali, um supermercado instalado dentro de um condomínio de alto padrão tem produtos frescos da horta e testa entrega por drones e pagamento por reconhecimento facial. Duas propostas aparentemente complementares de alimentação saudável abrem um abismo que expressa como o varejo alimentar reflete e estimula a desigualdade do espaço urbano. A partir do Rio de Janeiro, a pesquisadora Emilia Jomalinis reflete sobre como a predominância dos supermercados e o recente fenômeno dos atacarejos entram em conflito com os princípios do Guia Alimentar para a População Brasileira. Este episódio é fruto do edital de microbolsas criado por O Joio e O Trigo em decorrência dos dez anos do Guia Alimentar, com o apoio do Instituto Ibirapitanga.

    A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga, Instituto Clima e Sociedade e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos.

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  • O Pronaf completou 30 anos e mudou muito. Exceto numa coisa: boa parte do dinheiro vai para commodities, e não alimentos. No terceiro episódio da série “Agronegocinho”, adentramos o labirinto do crédito rural para entender como mais uma política pensada para o pequeno agricultor acaba por beneficiar o agronegócio. E nos deparamos com a história de uma visita inusitada à Esplanada dos Ministérios.

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  • O agronegócio tem se lançado na captura da educação básica do país, disputando o imaginário que a juventude brasileira tem do setor. A ofensiva vai desde a formação de professores até a distribuição de prêmios. Enquanto isso, as escolas do campo sofrem uma série de ameaças.

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  • Convidada: Maria Cristina Fernandes, comentarista da GloboNews e da rádio CBN e colunista do jornal Valor Econômico. A operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (15), revelou que a dívida ativa do grupo Refit com a União e Estados ultrapassa os R$ 50 bilhões – Rio de Janeiro e São Paulo são as maiores vítimas. A refinaria é acusada de operar um complexo esquema de sonegação de impostos na venda de combustíveis. De acordo com a PF, o esquema liderado pelo empresário Ricardo Magro ganhou tração na gestão do ex-governador fluminense Cláudio Castro (PL), que assumiu o Palácio Guanabara em 2020. Segundo as investigações, a operação se espraiou pela máquina estadual, com tentáculos na Procuradoria-Geral, na Fazenda, no Judiciário e na Alerj. As conexões políticas de Magro garantem negócios para a Refit também em outros estados. É o caso do Amapá, onde a PF também investiga um escândalo que envolve benefícios tributários, suspeita de propinas e nomes do Centrão. Neste episódio, Natuza Nery conversa com a jornalista Maria Cristina Fernandes para explicar como o esquema da Refit nasceu, prosperou e se multiplicou nas últimas décadas. Maria Cristina liga todos os pontos da investigação e analisa como o caso impacta o mundo político.

  • Boa terça, angulers! Abrimos o Angu #333 comentando as mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, que escancaram relação pessoal e íntima entre os dois. No segundo bloco, governo age em busca de popularidade e se recuperada. Por fim, as projeções para o El Nino, que deve começar em junho; a morte de Noca da Portela, aos 93 anos; e as dicas culturais d semana. Sirva-se!

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  • Estímulo à transição pro cultivo de commodities, como milho e soja, à base de muito agrotóxico e fertilizante. Essa é uma das maneiras de cooptação da assistência técnica e extensão rural pelo agronegócio no Brasil, ligada à ideia de progresso da ditadura militar. Neste episódio, discutimos os caminhos que levaram o país a uma Ater alheia aos contextos locais, e as alternativas que podemos buscar para garantir a autonomia camponesa.

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  • A pecuária responde por mais de 70% das emissões de gases do efeito estufa no Brasil. O país enfrenta ondas de calor extremo e 2024 foi o ano mais quente da história. Se precisamos reduzir as emissões, por que não discutir a redução do rebanho e do consumo de carne? Este é o primeiro de dois episódios sobre as relações entre carne bovina e o caos climático no Brasil. Mostramos que o caminho traçado para esses animais ao longo de cinco séculos e diferentes ciclos econômicos coloca o país hoje em uma encruzilhada. Os bois e as vacas estavam na certidão de nascimento do Brasil. Será que eles estarão também na certidão de óbito?

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  • A pecuária regenerativa tem aparecido com frequência nas discussões que relacionam sistemas alimentares e clima. O termo é novo, mas assim como holístico, agroecológico, orgânico, permacultura e pastoreio racional, adota técnicas historicamente utilizadas por comunidades tradicionais. Nesse caso, a aplicação é feita na criação de gado, com foco no manejo de animais e do solo. Este é o segundo episódio de uma série em que nos debruçamos sobre a pecuária e as mudanças climáticas. Afinal, criar gado pode ser uma atividade sustentável do ponto de vista socioambiental?

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  • Tidas como equivalentes, manteiga e margarina têm cada qual a sua história. Com altos e baixos. Segredos. E personagens que redefinem tudo. Neste episódio, a gente mostra como a história da manteiga é, em alguma medida, uma história de autonomia feminina. E como a margarina surge como doppelgänger da manteiga, num momento em que tudo estava se transformando no mundo. Mostra quais foram as consequências dessa nova forma de processar ingredientes, como as milhares de mortes causadas pelas gorduras trans. E, diante de mais uma promessa tecnológica – a manteiga de CO2 – discute o futuro da nossa alimentação.

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  • No sertão cearense, um empreendimento da mineração promete alavancar a produção brasileira de fosfato, matéria-prima de fertilizantes e ração animal. Mas tem um detalhe: esse fosfato virá do colofanito, rocha que tem urânio na composição. Quais são os riscos de contaminação do sistema alimentar com radioatividade?

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  • O que poderia ser uma divergência científica corriqueira virou uma aula sobre colonialismo. Criada por pesquisadores brasileiros, a Classificação NOVA conquistou espaço ao colocar os ultraprocessados no centro do debate sobre obesidade. Mas a aceitação despertou resistências no Norte, muitas vezes por pesquisadores apoiados por corporações. Como pano de fundo, o debate sobre quem tem o direito à inovação.

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  • Assista à versão em vídeo aqui: https://youtu.be/uHQM6Rd0OrQ?si=HRSWlv-QsjavdG1F

    A venda de suplementos em farmácias movimentou R$ 723 milhões em 2024. E proteína, barrinhas proteicas e creatina respondem por 90% desse valor. O problema: para a maioria das pessoas, whey e creatina farão pouca ou nenhuma diferença para o físico.

    Neste episódio, os pesquisadores Hamilton Roschel e Lorella Barbi revelam como os benefícios divulgados desses suplementos são, na realidade, mais marketing do que ciência. E reforçam no que cada um de nós realmente deveria focar para aumentar a performance e tirar o melhor dos exercícios físicos.

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  • Por que estamos caminhando para um judiciário cada vez mais punitivista? Por que o embate entre o Código de Processo Penal - um texto de inspiração fascista - e a Constituição Federal simbolizam essa tendência autoritária? O que a Operação Lava-Jato tem a ver com tudo isso?

    Episódios relacionados

    36: Duas vezes cadeia

    86: A Vaza-Jato e o mea culpa da imprensa

    110: Você é livre para ser livre?

    Entrevistada do episódio

    Maíra Cardoso Zapater

    É coordenadora e professora de direito da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), doutora em direitos humanos, especialista em direito penal e processual penal. É formada também em Ciência Sociais.

    Ficha técnica

    Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.

    Trilha sonora tema: Paulo Gama.

    Mixagem de som: Vitor Coroa.

    Edição de áudio: Matheus Marcolino.

    Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.